Mapas de Portugal

Portugal em 2011

Projecto: Mapas de Portugal

Técnica: Trabalho de Astrologia Mundana

No passado dia 20 de Março, pelas 23h20m43s, o Sol entrou no signo de Carneiro, e deu início à tão esperada Primavera e ao Novo Ano Astrológico. A partir do horóscopo de Lisboa para esta posição, que corresponde ao Equinócio da Primavera, e utilizando as técnicas da Astrologia Mundana, podemos fazer as previsões para os próximos doze meses, em Portugal.

Mapa Astrológico

 

A primeira conclusão a que chegamos é a de que, estando a ascender um signo fixo (Escorpião), o horóscopo é válido para todo o ano, ou seja, até Março de 2012. As dinâmicas que vamos sentir nos primeiros meses do ano, vão continuar a manifestar-se até ao fim do ano. Como estávamos actualmente a sentir uma crise económica agravada por uma crise política, não parece ser um bom sinal. Vamos fazer a análise do ano.

Ano de 2011

Os Portugueses são representados pela Casa I, com o Ascendente sobre o signo Escorpião, mas Sagitário a ocupar a maior parte da Casa. Assim, os portugueses vão começar o ano numa grande sensibilidade emocional, que pode desencadear reacções violentas, mas à medida que o ano avança vão passar a ser mais activos, e a procurar ser generosos e justos. Felizmente, Marte, o regente do Ascendente, encontra-se forte na Casa V, pelo que a assertividade dos portugueses será aplicada correctamente, e deverá sentir-se ao nível dos filhos, da diversão e das embaixadas. Marte é também o senhor do ano, ou seja, o planeta mais forte no horóscopo e que representa o sentimento mais marcante em 2011. Júpiter, o regente de Sagitário, encontra-se fraco e sob os raios do Sol, pelo que a sua ajuda na mudança de comportamento dos portugueses resultará mais da sua natureza benéfica do que da força da sua acção.

A opinião pública vai andar numa grande aflição este ano, porque a Lua, que a representa, encontra-se sem força, em via combusta, demasiado próxima de Saturno e a co-reger a Casa VIII. A sua posição em Balança, na Casa XI, vai impedi-la de manifestar correctamente a sua influência no parlamento e nas finanças. Aliada à sua falta de força, a sua regência da Casa VIII vai fazer com que sinta uma grande angústia e que o seu fim está para breve. Não vai ser nada fácil viver com este sentimento. Por outro lado, a presença de Saturno, forte mas retrógrado, na mesma casa, vai impor uma dinâmica de austeridade e de rigor nas finanças. De facto, mal iniciámos o ano, no Equinócio da Primavera, o parlamento oficializou uma crise política e as medidas que vai ser necessário aplicar, para ultrapassar a profunda crise económica em que nos encontramos, vão resultar numa recessão.

O governo é representado pela Casa X, que se encontra sobre o signo Virgem. Tratando-se de um signo duplo, o governo vai actuar em várias frentes, com o seu regente, Mercúrio, a fazer manifestar a sua natureza técnica, o gosto pela comunicação mas também a sua juventude. Mercúrio encontra-se forte em Carneiro, que o impulsiona para a acção. A sua presença na Casa V deve estar relaciona com as inúmeras embaixadas que terá de enviar para procurar soluções. No entanto, a sua regência sobre a Casa VIII, a da morte e da angústia, vai fazer com que o governo sinta que não vai conseguir aguentar. A presença próxima de Júpiter, embora fraco, vai ser naturalmente benéfica, e com a sua regência sobre as Casa II e IV, vai ser influenciada pelo comportamento positivo da economia, no início do ano, e da oposição política. Mas, com a Lua, em oposição na Casa XI, vai ter contra si, em luta aberta, a opinião pública. De facto, logo no início do ano, José Sócrates apresentou a sua demissão de Primeiro-Ministro. O futuro governo também não vai ter uma tarefa fácil.

Perante este cenário, as próximas eleições legislativas vão trazer-nos um governo de coligação, regido por Mercúrio. O ambiente extremamente difícil que se vai viver no parlamento e nas finanças, com a Lua numa péssima posição, e Saturno a impor as suas regras, vai fazer com o que o governo sinta que a sua base de apoio pode desaparecer a qualquer momento, e que a sua queda está para breve.

Olhando agora para a economia, a Casa II tem a sua cúspide sobre o signo Sagitário. Conta também com a presença do Nodo Norte, o que é sempre um sinal positivo pois indica que a economia vai crescer. Mas a Casa II tem um signo interceptado que é Capricórnio, regido por Saturno. Assim, e apesar dos sinais positivos atrás indicados, vamos ter, durante a maior parte de 2011, um período de retracção significativa da economia. As medidas de austeridade e rigor representadas por Saturno na Casa XI vão resultar em dificuldades económicas.

Os nossos parceiros da Comunidade Europeia estão representados pela Casa VII, que se encontra sobre o signo Touro. Trata-se de um signo fixo, do elemento terra, que influencia a acção de Vénus, o seu regente, tornando-a persistente e um pouco assertiva. A presença da Vénus na Casa III indica-nos que a Comunidade Europeia vai exercer a sua influência através da comunicação.

O horóscopo da Primavera de 2011 apresenta uma característica pouco comum: tem duas recepções mútuas em trono. Vénus, representante dos nossos parceiros comunitários, e Saturno, representante da nossa economia e da nossa forma de comunicar, então em recepção mútua por trono. Como cada planeta se encontra na casa do outro, existe um canal de comunicação que privilegia o entendimento entre ambos. Assim, Vénus e Saturno, apesar de estarem distantes, e sem comunicação aparente entre ambos, estão de facto sensíveis um ao outro e concorrem que a nossa economia e a comunicação ao nível da Comunidade Europeia actuem em conjunto.

Do mesmo modo, Marte, o representante dos portugueses, e Júpiter, o representante da economia e da oposição política, então em casas contíguas, o que impossibilita a comunicação directa, mas estão sensíveis um ao outro. Não seria de esperar outro comportamento.

Durante 2011 não vai ser visível em Portugal nenhum eclipse.

Com a sua demissão de Primeiro-Ministro, que ocorreu já no ano astrológico de 2011, José Sócrates, deixou de influenciar significativamente a dinâmica de Portugal. Como o seu aniversário é a 6 de Setembro, a primeira parte este período decorre sob a sua Revolução Solar de 2010. Esta é definitivamente uma fase difícil da sua vida.

Politicamente, estamos agora na preparação para as próximas eleições legislativas, marcadas para 5 de Junho. Economicamente, estamos a passar pela pior crise económica desde o 25 de Abril de 1974, sem parlamento e com um governo de gestão. Claro que vamos conseguir sobreviver a esta situação, mas os custos sociais e políticos vão ser significativos, e não vão desaparecer rapidamente.

Fim.